sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Bancos

Call de 28 de janeiro

O Ibovespa deu continuidade ao movimento de baixa em direção aos 67.000 pontos (próximo suporte relevante) ao fechar em queda de -0,96% aos 68.050 pontos. Novamente os setores imobiliário,de consumo e "small caps" lideraram as perdas. O destaque positivo ficou para o setor financeiro, o índice setorial IFNC fechou estável em -0,08%.

O setor financeiro é compreendido principalmente por bancos e "holdings", mas também fazem parte empresas de cartão de crédito e a própria Bolsa de Valores. Pressionados inicialmente pela medida do compulsório sobre posições vendidas em dólar, e mais recente pelo aumento de juros, as ações dos bancos seguem uma trajetória baixista no mês de janeiro. Ambas as questões, desvalorização do dólar e aumento da taxa de juros (devido à inflação crescente) continuam no foco dos acontecimentos, e ainda sob a perspectiva de novas ações por parte do governo.

Por outro lado, do ponto de vista gráfico há uma perspectiva de uma reação compradora no curto prazo, e por tanto oportunidades para um "swing trade". Vale lembrar que a temporada de balanços começa na próxima segunda-feira (31) com a divulgação do balanço (4o trimestre 2010) do Bradesco. A divulgação dos resultados das empresas pode ser o fato novo para desencadear uma reação compradora. Enfim, para o bem ou para o mal vamos ter mais volatilidade e por tanto maior movimentação do preço.

A tabela abaixo apresenta os ativos recomendados e respectivos pontos de entrada ("Stop de Compra"), saída com lucro ("Stop Gain") e saída com prejuízo ("Stop Loss"). Veja também o vídeo com a análise gráfica de cada ativo.  


Ativo Fec.Ant. Var. % StopCompra StopLoss StopGain Ret% Risco% Ret/Risco
BBDC4 32,03 0,41 32,45 31,23 34,00 4,78 3,76 1,27
BBAS3 31,00 0,00 31,45 30,20 34,00 8,11 3,97 2,04
SANB11 20,20 -0,39 20,85 20,15 22,95 10,07 3,36 3,00
ITUB4 37,10 0,41 37,70 35,92 40,65 7,82 4,72 1,66
ITSA4 12,26 0,25 12,50 11,90 13,55 8,40 4,80 1,75

Aviso
As recomendações de compra e venda são o resultado de uma avaliação subjetiva. O investidor deve tomar as suas próprias decisões de acordo com o seu perfil e assumir toda a responsabilidade pelas suas operações.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Rickshaw Man

Call de 27 de janeiro

O Ibovespa ficou com um viés mais negativo após a queda (-1,03% em 68.709 pontos) no pregão de ontem.Ao fechar abaixo do primeiro desvio padrão negativo, aumentou a chance de buscar o suporte no nível de 67.000 pontos. A queda foi generalizada e atingiu todos os setores, mas o grande destaque negativo foi o setor imobiliário (IMOB -3,81%) que talvez seja o mais impactado pela perspectiva de alta dos juros. Hoje tem a divulgação da ata do COPOM, o que pode "jogar mais lenha na fogueira".

Apesar da pressão vendedora, alguns papéis demonstram resiliência e mantém uma perspectiva positiva no curto prazo. Um destes papéis é CRUZ3 (Souza Cruz ON) que formou uma figura candlestick denominada "Rickshaw Man". Não tem uma tradução para o português, mas a foto acima ilustra o seu significado. É o homem que "traciona" a charrete, muito popular no oriente em épocas passadas. No candlestick é uma figura "Doji" (abertura e fechamentos iguais) com longas sombras. Significa um pregão de intensa disputa, mas um final em equilíbrio, aparentemente sem vencedor. Entretanto quando ocorre em um movimento de baixa e é acompanhado de forte volume, pode significar o final do controle dos vendedores. É um forte alerta de reversão da tendência. Curiosamente esta figura candlestick tem tudo a ver com a Souza CRUZ. Mas o "Rickshaw Man" é importante para lembrar que além da cruz, é fundamental a presença de longas sombras, tanto a superior como a inferior.

A tabela abaixo apresenta os ativos recomendados e respectivos pontos de entrada ("Stop de Compra"), saída com lucro ("Stop Gain") e saída com prejuízo ("Stop Loss"). Veja também o vídeo com a análise gráfica de cada ativo.  

Ativo Fec.Ant. Var. % StopCompra StopLoss StopGain Retorno% Risco% Ret/Risco
BRFS3 28,68 0,46 29,20 28,00 31,50 7,88 4,11 1,92
CRUZ3 86,00 0,01 87,00 85,20 92,90 6,78 2,07 3,28
NATU3 45,05 0,11 45,40 43,15 49,90 9,91 4,96 2,00
CMIG4 27,80 0,69 28,30 27,40 29,85 5,48 3,18 1,72
SBSP3 41,69 1,68 42,30 40,50 45,75 8,16 4,26 1,92

Aviso
As recomendações de compra e venda são o resultado de uma avaliação subjetiva. O investidor deve tomar as suas próprias decisões de acordo com o seu perfil e assumir toda a responsabilidade pelas suas operações.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Contra a Tendência

Call de 26 de janeiro

As principais figuras do candlestick sugerem a reversão da tendência predominante. Significa uma postura agressiva, contra uma força maior, e que inicialmente tem poucas chances de sucesso. É grande o número de tentativas fracassadas, mas quando dá certo, o retorno pode ser expressivo. É a constatação prática da lei básica das finanças; maior o risco, maior o retorno. Quem opera baseado nos padrões candlestick tem o espírito dos "contras", daqueles que acreditam na mudança. Vai perder muitas batalhas, antes de ganhar a guerra. Tem que ser persistente, mas não precisa ser precipitado. Na Bolsa as oportunidades surgem a cada instante, o que estimula o processo de aprendizado da escolha e do "timing" de cada operação.

O Ibovespa faz uma correção após o movimento de alta iniciado na segunda quinzena de dezembro. Após atingir a banda superior de Bollinger, o índice iniciou uma correção que cruzou abaixo da média de 20 dias e em seguida, a curva do primeiro desvio padrão negativo. Mas os últimos 3 candles demonstram o início de uma reação compradora. Será o momento de arriscar a compra de alguns papéis?

A tabela abaixo apresenta os ativos recomendados e respectivos pontos de entrada ("Stop de Compra"), saída com lucro ("Stop Gain") e saída com prejuízo ("Stop Loss"). Veja também o vídeo com a análise gráfica de cada ativo.

Ativo Fec.Ant. Var. % StopCompra StopLoss StopGain Retorno% Risco% Ret/Risco
BISA3 8,41 3,57 8,50 8,10 9,45 11,18 4,71 2,38
CIEL3 12,70 1,93 12,85 12,30 13,75 7,00 4,28 1,64
AMBV4 45,83 2,76 46,70 44,50 51,85 11,03 4,71 2,34
ITSA4 12,46 0,89 12,58 12,19 13,55 7,71 3,10 2,49
TRPL4 53,68 1,28 54,20 52,85 56,90 4,98 2,49 2,00

Aviso
As recomendações de compra e venda são o resultado de uma avaliação subjetiva. O investidor deve tomar as suas próprias decisões de acordo com o seu perfil e assumir toda a responsabilidade pelas suas operações.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Martelo Invertido

Call de 24 de janeiro

O Ibovespa fechou o pregão da sexta-feira em baixa de -0,62% aos 69.133 pontos; acumulou perda de -2,55% na semana e já está negativo em -0,25% no ano (mês). O destaque negativo foi a OGXP3 que levou um tombo de -4,48%; a PETR4 perdeu -0,81% mas a VALE5 fechou positiva em +0,75%.

Foi uma semana caracterizada por um processo corretivo, com destaque para os setores financeiro e de consumo. Mas nos dois últimos pregões já ocorreram sinalizações de reação compradora, na forma de padrões reversão de preço e volumes mais expressivos. Entre os padrões mais comuns de reação compradora podemos observar o padrão "martelo" e também o "martelo invertido". São padrões caracterizados pela presença de apenas uma sombra (superior ou inferior), porém bastante longa em relação ao corpo. A sombra representa uma forte reação compradora após uma sequência de candles de baixa.

O "martelo" é caracterizado por uma longa sombra inferior, representa a forte reação compradora após o papel ter atingido uma nova mínima. Quanto maior a sombra, maior a reação compradora. Já o "martelo invertido" possui uma longa sombra superior e sugere uma reação inicial compradora, mas são os vendedores que reagem após atingir um ponto de máximo; a última impressão é a que fica e parece favorecer os vendedores. Porém a prática demonstra o contrário, nas estatísticas o "martelo invertido" é um alerta de reversão mais eficaz. Em ambos os casos recomenda-se uma confirmação da reação compradora no candle seguinte. Uma tática alternativa é condicionar uma ordem de compra (Stop de Compra) após o preço ter subido um determinado nível no próximo pregão. Este movimento inicial a favor dos compradores já estaria "adiantando" a confirmação do alerta de reversão sugeridos pelo "martelo" ou "martelo invertido" no pregão anterior.

A tabela abaixo apresenta os ativos recomendados e respectivos pontos de entrada ("Stop de Compra"), saída com lucro ("Stop Gain") e saída com prejuízo ("Stop Loss"). Veja também o vídeo com a análise gráfica de cada ativo.

Ativo Fec.Ant. Var. % StopCompra StopLoss StopGain Retorno% Risco% Ret/Risco
BVMF3 11,98 0,25 12,23 11,87 13,52 10,55 2,94 3,58
PCAR5 66,80 0,20 67,70 66,30 70,40 3,99 2,07 1,93
ELET6 26,81 -0,59 27,24 26,73 28,76 5,58 1,87 2,98
JBSS3 6,90 1,62 6,98 6,71 7,59 8,74 3,87 2,26
BBAS3 30,75 -0,45 31,10 30,45 32,10 3,22 2,09 1,54

Aviso
As recomendações de compra e venda são o resultado de uma avaliação subjetiva. O investidor deve tomar as suas próprias decisões de acordo com o seu perfil e assumir toda a responsabilidade pelas suas operações.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Momentum

Call de 21 de janeiro

O Ibovespa fechou em baixa de -0,71% aos 69.562 pontos. Ainda sob o impacto do aumento dos juros aqui (COPOM)  e ameaça de aumento também na China, o mercado deu continuidade ao recente movimento corretivo. Aqui o setor de bancos parece ser o mais impactado com o aumento de juros. O potencial aumento de juros na China derruba as principais blue chips, Vale e Petrobrás. Mas o pregão de ontem já mostrou sinais de que o movimento de vendas está perdendo força, o que possibilita uma reação compradora e quem sabe uma retomada do movimento de alta.

Uma reação compradora não ocorre naturalmente, apenas em função da perda da força vendedora. O movimento comprador também precisa tomar a inicitiva e mostrar a sua força. O rompimento acima de uma referência de resistência (como o preço máximo do dia anterior) é uma demonstração inicial de força. Após este primeiro movimento na direção da alta, a expectativa é de continuidade do movimento. No mundo físico há uma transmissão de energia através de um processo denominado MOMENTUM. É o caso da famosa experiência com as esferas de metal (foto). O impacto da esfera é transmitido para a esfera mais distante, que se movimenta. O comportamento da massa de investidores não segue as leis da física, mas há muitas similaridades. O conceito de MOMENTUM é muito utilizado na análise técnica. O STOP de COMPRA é um exemplo. A ordem de compra pressupõe um movimento inicial na direção da aposta. É a percepção de uma vantagem inicial que aumenta a probabilidade de sucesso da operação.

A tabela abaixo apresenta os ativos recomendados e respectivos pontos de entrada ("Stop de Compra"), saída com lucro ("Stop Gain") e saída com prejuízo ("Stop Loss"). Veja também o vídeo com a análise gráfica de cada ativo.

Ativo Fec.Ant. Var. % StopCompra StopLoss StopGain Retorno% Risco% Ret/Risco
AMBV4 45,61 -0,63 46,70 45,20 51,85 11,03 3,21 3,43
CIEL3 12,80 -1,01 13,10 12,75 13,75 4,96 2,67 1,86
RSID3 14,74 0,61 15,08 14,06 17,48 15,92 6,76 2,35
JBSS3 6,79 -2,02 6,98 6,71 7,59 8,74 3,87 2,26
USIM5 19,80 1,75 19,95 19,20 21,70 8,77 3,76 2,33
LREN3 53,10 -0,45 54,60 52,30 60,50 10,81 4,21 2,57

Aviso
As recomendações de compra e venda são o resultado de uma avaliação subjetiva. O investidor deve tomar as suas próprias decisões de acordo com o seu perfil e assumir toda a responsabilidade pelas suas operações.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Operação Dragão

Call de 20 de janeiro

Não houve surpresa na decisão do COPOM, que aumentou a taxa básica de juros em +0,05% para 11,25% ao ano (primeiro aumento desde julho de 2010). A taxa foi divulgada através de um breve texto que menciona o "início do processo de ajuste", o que implica em mais aumento nas próximas reuniões. O mercado já havia precificado este aumento, e neste aspecto não deve haver maiores consequências.

A novidade para hoje é a repercussão dos números da China, que cresceu mais do que o esperado em 2010. A preocupação com o aumento da inflação deve gerar novas medidas de contenção do crédito e eventualmente um aumento na taxa de juros. A consequência imediata é a queda das commodities, pois é a China (maior importadora e consumidora) que determina a tendência deste mercado. Ainda no pregão de ontem, a notícia parece ter sido "vazada" (por uma TV de Hong Kong), as empresas do setor de commodities estiveram entre as maiores baixas da Bovespa. A China pode ser um catalizador para uma correção técnica, especialmente no mercado acionário americano. E a Bovespa, que já não sobe há uma semana, pode aprofundar o processo de realização de lucros.

Passada a expectativa pela decisão do COPOM, os setores ligados a crédito e consumo, podem recuperar parte das perdas, ao menos no curto prazo. Algumas ações destes setores fazem parte das recomendações de hoje.

A tabela abaixo apresenta os ativos recomendados e respectivos pontos de entrada ("Stop de Compra"), saída com lucro ("Stop Gain") e saída com prejuízo ("Stop Loss"). Veja também o vídeo com a análise gráfica de cada ativo.


 
Ativo Fec.Ant. Var. % StopCompra StopLoss StopGain Retorno% Risco% Ret/Risco
AMBV4 45,90 -0,41 46,90 45,20 51,85 10,55 3,62 2,91
CIEL3 12,93 -0,31 13,10 12,75 13,75 4,96 2,67 1,86
ITUB4 38,13 -1,09 39,00 38,00 40,65 4,23 2,56 1,65
JBSS3 6,93 2,21 6,98 6,71 7,59 8,74 3,87 2,26
MULT3 33,35 -0,30 34,45 32,55 37,80 9,72 5,52 1,76
LREN3 53,34 0,30 54,60 52,30 60,50 10,81 4,21 2,57

Aviso
As recomendações de compra e venda são o resultado de uma avaliação subjetiva. O investidor deve tomar as suas próprias decisões de acordo com o seu perfil e assumir toda a responsabilidade pelas suas operações.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Aumento de juros

Call de 19 de janeiro

Hoje, após o fechamento dos mercados, será divulgada a nova taxa básica de juros (taxa SELIC). A expectativa é de um aumento de 0,5%, de 10,75% para 11,25%. Este nível de aumento já foi precificado pelo mercado, mas não está descartada uma taxa de 11,50% (aumento de 0,75%).
O aumento de juros impacta diretamente as empresas recomendadas no Call de hoje: CIEL3 e RDCD3 (cartões de crédito), ITUB4 (banco) e MULT3 (shopping center). A única exceção é OGXP3, do setor de petróleo. Entretanto, as recomendações são de curto prazo, e neste horizonte de tempo pode haver oportunidades.

A tabela abaixo apresenta os ativos recomendados e respectivos pontos de entrada ("Stop de Compra"), saída com lucro ("Stop Gain") e saída com prejuízo ("Stop Loss"). Veja também o vídeo com a análise gráfica de cada ativo.



Ativo Fec.Ant. Var. % StopCompra StopLoss StopGain Retorno% Risco% Ret/Risco
RDCD3 20,00 1,73 20,20 19,50 21,55 6,68 3,47 1,93
CIEL3 12,97 1,09 13,10 12,75 13,75 4,96 2,67 1,86
ITUB4 38,55 -1,28 39,00 38,00 40,65 4,23 2,56 1,65
MULT3 33,45 -0,15 34,45 32,55 37,80 9,72 5,52 1,76
OGXP3 19,87 0,46 20,15 19,55 21,10 4,71 2,98 1,58


Aviso
As recomendações de compra e venda são o resultado de uma avaliação subjetiva. O investidor deve tomar as suas próprias decisões de acordo com o seu perfil e assumir toda a responsabilidade pelas suas operações.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Volume é fundamental?

Pregão de 17 de janeiro
Sem a referência de Nova York, o Ibovespa fechou em baixa de -0,47% aos 70.609 pontos. Em dia de vencimento de opções, o destaque positivo ficou para a VALE5 (+1,23%) que subiu acompanhada de forte volume, mas a PETR4 fechou em queda de -0,36% com volume abaixo da média. A maioria das ações fechou em queda, poucas subiram, mas mesmo assim com pouco volume.
O volume é fundamental para validar o preço? Em um pregão de pouca liquidez devido ao feriado nos EUA, algumas ações reagiram e voltaram a subir na proximidade de níveis de suporte. Surgiram padrões que caracterizam "setups" de reversão, mas o volume foi reduzido e em alguns casos muito inferior à média. É o caso de rejeitar estes "setups" por falta de volume?
O preço é muito mais relevante que o volume e deve ser priorizado. Negociamos o preço e não o volume ou qualquer outro indicador gráfico. Entretanto o volume é o indicador mais importante, e é bastante relevante quando ocorre acima da média pois se torna uma evidêcia da força do preço. Mas o movimento inicial do preço não precisa necessariamente de volume, a continuidade do movimento provavelmente sim. O volume é fundamental para sustentar uma tendência ou definir um viés de alta.
Fernando Botero é um pintor colombiano, famoso pelos padrões "extra-large" de seus personagens (foto - qual Mona Lisa você prefere?). Para ele volume é fundamental! Ele não tem explicação para este viés. Diz que não encontra uma razão lógica, apenas segue a sua intuição. Esta postura radical é típica de artistas e gênios da pintura, mas é fatal para quem especula com ações. Na nossa atividade é a flexibilidade que é fundamental, e não o volume.

Veja abaixo, o vídeo com as recomendações de compra para o pregão de hoje, "com ou sem volume ".

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

"I have a Dream"

Pregão de 14 de janeiro
O Ibovespa fechou o último pregão da semana em alta de +0,31% aos 70.940 pontos. Não deu continuidade à forte realização de lucros no pregão anterior (-1,27%) e acumulou uma alta de +1,26% na semana (alta de +2,36% no mês). As principais bluechips PETR4 (+0,88%) e VALE5 (+0,57%) voltaram a subir, mas hoje devem sofrer a influência do vencimento das opções (parte da manhã). Os setores elétrico e de telecomunicações foram novamente o destaque positivo, enquanto que os setores de consumo e construção voltaram a cair.
Hoje é feriado nos EUA (dia de Martin Luther King - foto) e portanto a Bovespa vai operar sem a sua principal referência, a liquidez deve ser reduzida. Na Europa, os ministros das finanças da zona do euro se reunem para discutir um aumento de aporte ao fundo de socorro aos países membros. Na semana passada o sucesso nos leilões de títulos de Portugal, Espanha e Itália, repercutiu positivamente nos mercados. Na agenda semanal temos como destaque, o COPOM na quarta-feira (previsão de aumento dos juros de +0,5%) e indicadores econômicos da China na quinta-feira.
O Ibovespa continua com viés positivo, operando acima da curva do primeiro desvio padrão, e assim deve voltar a testar a resistência dos 73.000 pontos, atingida mais recentemente no início de novembro passado.

Veja abaixo, o vídeo com as recomendações de compra para o pregão de hoje.

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Realização de lucros

Pregão de 13 de janeiro
O Ibovespa perdeu boa parte dos ganhos obtidos no pregão anterior ao fechar em baixa de -1,27% aos 70.721 pontos. Este nível ainda está acima da curva do primeiro desvio padrão, referência de suporte do atual movimento de alta. PETR4(-2,11%) fechou em 27,31 abaixo do primeiro suporte (ex-resistência) de 27,50; formou um padrão candlestick "envolvente de baixa" que sinaliza continuidade da correção. VALE5(-0,32%) recuou menos, mas pode sofrer o impacto (no pregão de hoje) do anúncio de novo compulsório para os bancos da China (agora de manhã as ações das mineradoras lideram as quedas na bolsa de Londres).
O setor financeiro (bancos, bolsa e cartões de crédidto) foi destaque de baixa; o índice setorial IFNC perdeu -1,79% e parece provável mais queda no pregão de hoje (os gráficos dos bancos apresentam o padrão "envolvente de baixa").
Entretanto, apesar da queda significativa e do cenário pessimista para o pregão de hoje, o Ibovespa ainda segue acima da sua média e também acima do primeiro desvio padrão. São evidências de um viés altista e o que ocorre (por enquanto) pode ser atribuído a um movimento de realização de lucros, um "descanso" (como ilustra o quadro de Van Gogh "Rest From Work") para posterior retomada do movimento de alta.
Mas fique atento à forte agenda de hoje nos EUA. Às 11:30 temos o CPI (índice de preços ao consumidor), 12:15 produção industrial e 13:00 Sentimento do Consumidor (Univ. Michigan). Ainda de manhã acompanhe a divulgação do balanço do banco JP Morgan e também a repercussão (positiva) do balanço da Intel, divulgado ontem após o fechamento da bolsa.

Trading System
Apesar da pesrpectiva de baixa para o pregão de hoje, pode haver oportunidade em alguns papéis que fecharam positivamente no pregão de ontem. O "trading system" que monitora as ações do índice IBrx (100 ações) utiliza a estratégia de rompimento da volatilidade para recomendar a compra e venda de ações. Confira as recomendações no vídeo abaixo.

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Antecipar os suportes?


Pregão de 12 de janeiro
O Ibovespa fechou em alta de +1,72% aos 71.633 pontos, com volume bastante expressivo. Rompeu o topo anterior em 71.000 pontos e agora ficou mais próximo de chegar aos 73.000 pontos (+2,0%), seu topo histórico. As principais bluechips ajudaram. PETR4 (+2,76%) rompeu a importante resistência de 27,50 ao fechar em 27,90. VALE5 (+1,87%) fechou em um novo máximo histórico: 52,42. Estes papéis tem vencimento de opções na próxima segunda-feira (17). A Bovespa seguiu o mercado internacional que reagiu positivamente ao leilão de títutos da dívida de Portugal. O índice Dow Jones fechou em alta de +0,72% e atingiu a máxima em 2 anos.
Hoje de manhã os juros pagos no leilão dos títulos da Espanha foram mais baixos do que o esperado, é uma notícia positiva para o mercado. Nos EUA a agenda começa às 11:30 horas (Brasília) com a divulgação do PPI (índice de preço do produtor) e do indicador semanal de auxílio-desemprego. Mais tarde às 16:00 horas tem um pronunciamento do Bernanke, e finalmente após o fechamento da bolsa de NY, a divulgação do balanço da Intel.

Antecipar a defesa do suporte?
No cenário de alta pode ser atrativa a compra de papéis em tendência de baixa, mas que se aproximam de um nível de suporte. Neste caso é melhor antecipar a defesa ou esperar por uma confirmação? Na maioria dos casos depende mais do perfil de cada investidor. O mais agressivo antecipa, o mais conservador espera por mais evidências da reação compradora. Em ambos os casos vale uma lei básica da finanças; o potencial de retorno é proporcional ao potencial de risco. Maior risco, maior retorno. Menor risco, menor retorno.
Veja o vídeo (abaixo) com sugestões para os dois casos.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mercado de Alta

Pregão de 11 de janeiro

O Ibovespa voltou a subir (+0,42%) após 3 pregões de baixa. Fechou em 70.423 pontos e deve testar a primeira resistência próxima a 71.100 pontos (+1,0%). O Dow Jones também se recuperou (+0,30%) após 3 pregões de baixa e deve retomar o movimento de alta iniciada no primeiro pregão de dezembro. As principais blue chips da Bovespa PETR4 (+0,63%) e VALE5 (+0,80) se aproximaram novamente dos topos obtidos na semana passada.PETR4 fechou em 27,15 e deve testar novamente a forte resistência em 27,50; já a VALE5 fechou em 51,46 e está no seu topo histórico.
Agora de manhã saiu o resultado do leilão de títulos (1,5 bilhões de euros) de Portugal (amanhã tem leilão dos títulos da Espanha). A taxa caiu para os títulos de 10 anos e subiu menos do que o esperado nos títulos de 4 anos; os mercados reagiram positivamente. Os dois países estão no centro de atenção dos investidores, pois são os próximos países com a maior probabilidade de não saldar as suas dívidas. Ontem o Japão (assim como a China) se comprometeu a comprar títulos da dívida de países europeus (são importantes mercados para a China e Japão); a notícia repercutiu positivamente nos mercados.
Às 17:00 horas temos a divulgação do Livro Bege, com projeções (do FED) sobre a economia amreicana (a expectativa é positiva). A temporada de balanços começou em tom otimista, com resultados acima do esperado para a Alcoa (ontem após o fechamento do pregão em Nova York), tradicionalmente a primeira empresa a divulgar o balanço.
A perspectiva para o pregão de hoje é positiva; se o Ibovespa fechar acima dos 71.100 pontos aumenta bastante as chances de buscar novamente o topo histórico dos 73.000 pontos.

Veja (abaixo) o vídeo com a análise gráfica dos principais indicadores da BOVESPA.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ano Velho, Ano Novo


O Ibovespa fechou em baixa de -1,27% aos 67.870 pontos. Com esta queda voltou  a ficar negativo em -1,05% no acumulado anual. O ano está acabando, e mesmo que ocorra uma recuperação, dificilmente a Bolsa vai render mais que outras alternativas de investimento. Quem comprou as principais bluechips no final do ano passado (depois de um lucro astronômico de +82,66% em 2009) e manteve a carteira ("buy & hold"), não vai comemorar 2010. O ganho esperado, se houver, foi adiado para 2011. Ou para 2012, ou 2013, ou 2014...

Após o fechamento de ontem a PETR4 acumula prejuízo de -28,93%, mas a VALE5 tem um ganho anual de +21,71%. No setor de consumo a LAME4 está negativa em -1,64%, mas a LREN3 acumula ganho de +47,64%. Entre as "small caps" a POMO4 é o grande destaque positivo com +115,42%. Na análise "retrospectiva" é muito fácil justificar as perdas e os danos. "Devia ter escolhido tais e tais ações. Como fui burro! Ou, como fui sortudo!"
A verdade é que não dá para saber o que vai acontecer em um ano. Os cenários mudam com muita frequência e cada vez mais rápidos. E se aumentar o prazo, só piora. Você sabe como vai estar o mundo daqui a 5 anos?
A alternativa é investir de forma mais ativa, com prazos mais curtos. Dá mais trabalho, mas também há mais oportunidades (fundamental). Isso não significa "ficar grudado" no terminal acompanhando a Bolsa em tempo real. É muito estressante e pouco produtivo. Vale mais fazer uma análise diária, com a tranquilidade dos "gráficos estáticos".Fique posicionado alguns dias, ou quem sabe até algumas semanas. As oportunidades surgem o tempo todo. Não "case" com o papel.

Depois do exposto acima, posso apenas prever que 2011 vai ser mais um ano de muito trabalho e dedicação no acompanhamento diário dos mercados. Este ano, e particularmente nos últimos meses adotei um novo paradigma para a análise e recomendações de ações, seja no conteúdo ou na forma. O "feedback" foi muito positivo, e é a minha principal motivação para continuar e aprimorar o serviço em 2011. Mas agora é hora de um descanso. Volto em 3 de janeiro. Por ora, fica o meu agradecimento a todos os que acompanham este blog, e o convite para um novo "convívio" diário no próximo ano.
Um grande abraço a todos e um brinde a 2011! (com um bom vinho tinto!)


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Small Caps


Após dois pregões consecutivos de alta, o Ibovespa voltou a fechar em baixa de -0,55% aos 68.743 pontos. O índice se descolou do Dow Jones que fechou em alta de +0,42% (nova máxima anual). O motivo do deslocamento pode ser a "briga" entre comprados e vendidos no índice futuro cujo vencimento ocorre no pregão de hoje. Os vendidos pressionam as principais bluechips da bolsa, pois são as ações com maior peso no cálculo do Ibovespa. Na próxima segunda-feira é a vez do vencimento de opções de Petrobrás e Vale. Novamente entra em jogo uma disputa onde os principais protagonistas são as duas principais bluechips da Bolsa.
"Do lado de fora", como ilustra a foto de Thomaz Farkas (Estádio do Pacaembú - 1941), as pequenas empresas não participam diretamente deste jogo. O índice Small Caps (SMLL) fechou em alta de +0,26%. No ano o SMLL acumula uma valorização de +20,10% contra +0,23% do Ibovespa. O índice tem uma participação de apenas 15% do valor de mercado da Bolsa, mas isso não significa pouca liquidez ou reduzido número de negócios. Muitas "small caps", como por exemplo as do setor imobiliário, tem um "free-float" bastante elevado (percentual de ações efetivamente negociado no mercado) e que dá liquidez para negociações de curto prazo.

As "small caps" podem ser uma opção para acompanhar o cenário mais positivo lá fora. Há boas oportunidades para alguns papéis que caíram muito e agora demonstram uma reação compradora. São operações "contra a tendência" e por tanto de maior risco (veja algumas indicações no vídeo abaixo).

As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Rally de Natal?


O Ibovespa fechou em alta de +1,15% aos 69.126 pontos. A VALE5(+1,84%) e o setor siderúrgico reagiram positivamente às notícias vindas da China (não vai subir os juros), e agora temos uma real possibilidade de um "rally" de final de ano, quem sabe antes do Natal. O Ibovespa se aproximou novamente da sua média de 20 dias (referência de resistência) e tem grande chance de ultrapassá-la. A alta de ontem não foi generalizada, mas além da siderurgia (diretamente afetada pela China), outros setores como o imobiliário também sinalizaram forte reação compradora.
No "front" externo o índice Dow Jones voltou a fazer uma nova máxima anual, mas recuou no final do pregão. Mesmo assim fechou com alta de +0,16%. O gráfico do Dow Jones tem um viés mais positivo do que o gráfico do Ibovespa. Se depender de Nova York, o viés positivo do Ibovespa fica mais forte. Na agenda de hoje, o senado norte-americano deve aprovar a prorrogação do corte de impostos por mais dois anos (vai estimular o consumo). Mais tarde, às 17:15 horas de Brasília, o mercado aguarda um comentário do FED, ao final de mais uma reunião em que deve manter a taxa básica de juros. Se não houver nenhuma surpresa (negativa), os mercados devem subir e quem sabe manter a "tradição" do "rally" de final do ano.

No cenário de aposta na recuperação dos mercados, há boas oportunidades para alguns papéis que caíram muito e agora demonstram uma reação compradora. São operações "contra a tendência" e por tanto de maior risco (veja algumas indicações no vídeo abaixo).

As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O jogo é parecido, mas a estratégia é bem diferente


O Ibovespa fechou o pregão de sexta-feira em alta de+0,68% aos 68.342 pontos. Os compradores finalmente reagiram depois de 4 quedas consecutivas e assim defenderam o suporte de 67.700 pontos. Nos EUA o Dow Jones fechou em alta de +0,35% e se aproximou novamente da máxima do ano. Os indicadores econômicos nos EUA e Europa favoreceram a alta nos mercados. A alta foi modesta devido a preocupações com a China. No sábado a China divulgou a inflação de novembro. O índice anualizado de 5,1% veio acima do esperado (+4,7%), mas o governo sinalizou que não vai aumentar os juros (ao menos por enquanto). A justificativa é de que a taxa chegou ao topo e deve diminuir já no próximo mês. No pregão desta segunda-feira, o índice da Bolsa de Shangai fechou com expressiva alta de +2,88%. Se a preocupação era o aumento de juros na China...
É claro que não é tão simples assim. A lógica dos mercados é mais complexa. A China sob muitos aspectos ainda é um mistério. O modo de pensar é diferente. Os jogos são parecidos, mas não são os mesmos. O xadrez chinês também tem as mesmas 16 peças do jogo ocidental. Mas o movimento de cada peça é diferente. Em vez de um rei, há dois generais. Isso muda toda a estratégia. Eles não pensam como a gente.

No cenário de aposta na recuperação dos mercados, há boas oportunidades para alguns papéis que caíram muito e agora demonstram uma reação compradora. São operações "contra a tendência" e por tanto de maior risco (veja algumas indicações no vídeo abaixo).

As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Tem touro na "linha"?

O Ibovespa fechou em baixa de -0,43% aos 67.880 pontos, muito próximo da linha de suporte nos 67.700 pontos. Quem ajudou a defender o suporte foram as bluechips PETR4(+1,60%), VALE5(+0,43%) e GGBR4(+2,19%). Entretanto os dados de importação e exportação chineses em novembro (divulgados nesta madrugada) foram bem acima do esperado, e reforça a perspectiva de um aumento de juros. Neste caso as empresas que exportam para a China podem ser prejudicadas.
Todos os índices setoriais fecharam em baixa, exceto o ITEL(+0,52) do setor de telecomunicações. O ITEL é negociado próximo à linha de suporte nos 1.390 pontos e mostrou novamente estar disposto a defendê-la (tem touro na linha?).
Nos Eua, o índice Dow Jones fechou estável em -0,02%. O Dow forma candles de equilíbrio ("spinning tops" e "dojis") há 5 pregões consecutivos. Este padrão favorece os compradores (touros) que sustentam a alta obitda nos dois pregões iniciais de dezembro. Assim permanece a expectativa de retomada da alta, o que resultaria no tradicional "rally" de final de ano.
Entretanto o cenário para a Bovespa continua favorável aos vendedores. As oportunidades de compra no curto prazo existem, mas são operações "contra a tendência" e por tanto de maior risco (veja algumas indicações no vídeo abaixo).

As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A arte da defesa


Começou ontem em Londres, um tradicional torneio de xadrez que reúne os melhores jogadores do mundo. Participam o atual campeão mundial, o indiano Anand (Índia e China são as novas potências no xadrez, e na economia também!), e o primeiro do rating atual, o norueguês Magnus Carlsen (foto) de apenas 20 anos (velhice é bom só para o vinho). Representando o xadrez russo (que não tem mais a hegemonia do xadrez) participa o ex-campeão mundial Krammik. Participa também o melhor jogador americano (amerisiático?) da atualidade, Hikaru Nakamura! E finalmente 4 jogadores ingleses (privilégio dos "donos do tabuleiro"!).

Uma das grandes virtudes de um campeão de xadrez é reconhecer quando está em desvantagem no jogo. Nesta situação é prioritário se defender e esperar pacientemente por uma oportunidade de contra-ataque ("recuar para saltar melhor"). Se a defesa for bem sucedida (ou o ataque fracassar) é possível retomar a iniciativa. O atacante, ao apostar no xeque-mate, deixa muitas debilidades na sua própria defesa. Nesta situação, de inversão de ataque para a defesa, a derrota é quase certa. Então, antes de iniciar um ataque, de tomar a inicitiva, é necessário estar "seguro" da sua vantagem. Muitas vezes, é um caminho sem volta.

Na Bovespa, os vendedores tem a iniciativa no curto prazo. Depois de atingir o topo dos 73.000 pontos (no início de novembro), o Ibovespa corrigiu até o nível de 67.700 pontos. Neste nível os compradores já demonstraram força por 2 vezes e assim "construiram uma defesa" que chamamos tecnicamente de suporte. Após a queda de ontem (-1,68%) o índice se aproximou novamente do suporte e por tanto os compradores podem "comparecer" novamente. Uma nova defesa do suporte cria uma base para um "contra-ataque" da parte dos compradores. Nesta situação deve-se ficar atento às oportunidades de compra. Mas não se precipite. É preciso ser paciente ao avaliar se o viés realmente passou para o lado dos compradores.


Veja o vídeo com a análise dos principais índices e ativos da Bovespa.

As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Estrela cadente?


Ontem, no início do pregão, o Ibovespa chegou a subir +1,5%. Deu a impressão de uma retomada da forte alta (+2,42%) ocorrida no primeiro pregão de dezembro. Afinal, a tradição do "rally" de final de ano não seria quebrada. Mas a alegria não durou mais do que uma hora. A aproximação da resistência dos 70.800 pontos atraiu um forte movimento de vendas. A pressão vendedora foi consistente até o leilão de fechamento. O Ibovespa fechou na mínima do dia, em baixa de -0,31% aos 69.338 pontos (uma perda intradiária de quase 1.500 pontos). Nos EUA, o índice Dow Jones chegou a atingir a máxima do ano, mas também devolveu todo o ganho intradiário, para fechar estável em -0,03%.

O movimento do Ibovespa, caracterizado por uma forte alta inicial seguida de uma reversão ainda maior, caracteriza o padrão candlestick "estrela cadente". Graficamente observamos uma longa sombra superior e um pequeno corpo real na parte inferior do candle. Esta figura aparece durante um movimento de alta e próximo a um topo ou uma resistência. A abertura em GAP de alta, uma longa sombra superior e um corpo real pequeno e negativo, reforçam a sinalização de reversão do movimento altista. A figura representa inicialmente uma forte realização de lucros da parte dos compradores. Entretanto, a continuidade das vendas no pregão seguinte pode significar uma inversão do movimento de alta, principalmente se acompanhado por um aumento significativo de volume.

A proximidade do topo no Dow Jones trouxe de volta a maior presença dos vendedores. No pregão de ontem os compradores não tiveram forças para reagir. A primeira batalha foi vencida pelos vendedores. Hoje os compradores tem outra chance de mostrar a sua força. Pode ser um dia decisivo para mostrar quem afinal tem o controle do mercado. Por enquanto o poder ainda está nas mãos dos ursos (vendedores).

Apesar do cenário pouco favorável para os compradores, vale a pena "ficar de olho" em algumas raras oportunidades. Veja o vídeo com a análise das ações recomendadas.

As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O dólar, a bolsa e os juros


Em um dia de pregão morno na Bovespa e também para os contratos de juros, o destaque foi a expressiva queda do dólar.O contrato futuro rompeu a referência de suporte representada pela mínima de novembro, e já se aproxima da mínima de outubro (e também a mínima do ano). As medidas tomadas para conter a baixa do dólar tiveram um efeito temporário (a charge da Folha é desta época - meados de outubro), e cá estamos nós de volta ao "fundo do poço".
A perspectiva de alta dos juros provocou um "rally" de alta nos contratos  futuros no mês de novembro, e pode ter sido um catalisador para a queda do dólar. Mas após a decisão sobre o aumento do compulsório (e consequente ajuste dos contratos de juros) o dólar manteve a trajetórica de queda, que já ocorre há 6 pregões consecutivos.
No último pregão de novembro o volume na Bovespa foi bastante expressivo (a alta só ocorreu no pregão seguinte) e pode ser justificado por uma atuação mais forte do capital estrangeiro (com a liquidação financeira em D+3). Ontem (dia de baixo volume na bolsa) o dólar abriu em alta, mas após o rompimento do suporte a queda se acentuou, talvez estimulada pelo "zeração" dos comprados que foram "estopados".
Amanhã tem a decisão do COPOM (após o fechamento dos mercados), mas hoje parece não haver mais motivos para o dólar cair. Ou tem? Apesar da forte integração entre os mercados de bolsa, câmbio e juros, as relações não são lineares. A complexidade é grande, não dá para concluir e fazer uma previsão confiável. Olhando para o gráfico, o viés continua baixista. Mas aqui também há divergência, os "contra a tendência" apostam na reversão da baixa. Seja fundamentalista ou grafista, sempre será mais fácil justificar o passado (como acabei de fazer!). Mas, "fazer uma previsão é muito difícil, especialmente sobre o futuro" (Niels Bohr - físico, precursor da mecânica quântica).

Veja o vídeo com a análise gráfica dos principais indicadores da Bovespa.