Pregão de 13 de janeiro
O Ibovespa perdeu boa parte dos ganhos obtidos no pregão anterior ao fechar em baixa de -1,27% aos 70.721 pontos. Este nível ainda está acima da curva do primeiro desvio padrão, referência de suporte do atual movimento de alta. PETR4(-2,11%) fechou em 27,31 abaixo do primeiro suporte (ex-resistência) de 27,50; formou um padrão candlestick "envolvente de baixa" que sinaliza continuidade da correção. VALE5(-0,32%) recuou menos, mas pode sofrer o impacto (no pregão de hoje) do anúncio de novo compulsório para os bancos da China (agora de manhã as ações das mineradoras lideram as quedas na bolsa de Londres).
O setor financeiro (bancos, bolsa e cartões de crédidto) foi destaque de baixa; o índice setorial IFNC perdeu -1,79% e parece provável mais queda no pregão de hoje (os gráficos dos bancos apresentam o padrão "envolvente de baixa").
Entretanto, apesar da queda significativa e do cenário pessimista para o pregão de hoje, o Ibovespa ainda segue acima da sua média e também acima do primeiro desvio padrão. São evidências de um viés altista e o que ocorre (por enquanto) pode ser atribuído a um movimento de realização de lucros, um "descanso" (como ilustra o quadro de Van Gogh "Rest From Work") para posterior retomada do movimento de alta.
Mas fique atento à forte agenda de hoje nos EUA. Às 11:30 temos o CPI (índice de preços ao consumidor), 12:15 produção industrial e 13:00 Sentimento do Consumidor (Univ. Michigan). Ainda de manhã acompanhe a divulgação do balanço do banco JP Morgan e também a repercussão (positiva) do balanço da Intel, divulgado ontem após o fechamento da bolsa.
Trading System
Apesar da pesrpectiva de baixa para o pregão de hoje, pode haver oportunidade em alguns papéis que fecharam positivamente no pregão de ontem. O "trading system" que monitora as ações do índice IBrx (100 ações) utiliza a estratégia de rompimento da volatilidade para recomendar a compra e venda de ações. Confira as recomendações no vídeo abaixo.
Aviso
As recomendações de compra e venda são o resultado de uma avaliação subjetiva. O investidor deve tomar as suas próprias decisões de acordo com o seu perfil e assumir toda a responsabilidade pelas suas operações.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Antecipar os suportes?
Pregão de 12 de janeiro
O Ibovespa fechou em alta de +1,72% aos 71.633 pontos, com volume bastante expressivo. Rompeu o topo anterior em 71.000 pontos e agora ficou mais próximo de chegar aos 73.000 pontos (+2,0%), seu topo histórico. As principais bluechips ajudaram. PETR4 (+2,76%) rompeu a importante resistência de 27,50 ao fechar em 27,90. VALE5 (+1,87%) fechou em um novo máximo histórico: 52,42. Estes papéis tem vencimento de opções na próxima segunda-feira (17). A Bovespa seguiu o mercado internacional que reagiu positivamente ao leilão de títutos da dívida de Portugal. O índice Dow Jones fechou em alta de +0,72% e atingiu a máxima em 2 anos.
Hoje de manhã os juros pagos no leilão dos títulos da Espanha foram mais baixos do que o esperado, é uma notícia positiva para o mercado. Nos EUA a agenda começa às 11:30 horas (Brasília) com a divulgação do PPI (índice de preço do produtor) e do indicador semanal de auxílio-desemprego. Mais tarde às 16:00 horas tem um pronunciamento do Bernanke, e finalmente após o fechamento da bolsa de NY, a divulgação do balanço da Intel.
Antecipar a defesa do suporte?
No cenário de alta pode ser atrativa a compra de papéis em tendência de baixa, mas que se aproximam de um nível de suporte. Neste caso é melhor antecipar a defesa ou esperar por uma confirmação? Na maioria dos casos depende mais do perfil de cada investidor. O mais agressivo antecipa, o mais conservador espera por mais evidências da reação compradora. Em ambos os casos vale uma lei básica da finanças; o potencial de retorno é proporcional ao potencial de risco. Maior risco, maior retorno. Menor risco, menor retorno.
Veja o vídeo (abaixo) com sugestões para os dois casos.
Aviso
As recomendações de compra e venda são o resultado de uma avaliação subjetiva. O investidor deve tomar as suas próprias decisões de acordo com o seu perfil e assumir toda a responsabilidade pelas suas operações.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Mercado de Alta
Pregão de 11 de janeiro
O Ibovespa voltou a subir (+0,42%) após 3 pregões de baixa. Fechou em 70.423 pontos e deve testar a primeira resistência próxima a 71.100 pontos (+1,0%). O Dow Jones também se recuperou (+0,30%) após 3 pregões de baixa e deve retomar o movimento de alta iniciada no primeiro pregão de dezembro. As principais blue chips da Bovespa PETR4 (+0,63%) e VALE5 (+0,80) se aproximaram novamente dos topos obtidos na semana passada.PETR4 fechou em 27,15 e deve testar novamente a forte resistência em 27,50; já a VALE5 fechou em 51,46 e está no seu topo histórico.
Agora de manhã saiu o resultado do leilão de títulos (1,5 bilhões de euros) de Portugal (amanhã tem leilão dos títulos da Espanha). A taxa caiu para os títulos de 10 anos e subiu menos do que o esperado nos títulos de 4 anos; os mercados reagiram positivamente. Os dois países estão no centro de atenção dos investidores, pois são os próximos países com a maior probabilidade de não saldar as suas dívidas. Ontem o Japão (assim como a China) se comprometeu a comprar títulos da dívida de países europeus (são importantes mercados para a China e Japão); a notícia repercutiu positivamente nos mercados.
Às 17:00 horas temos a divulgação do Livro Bege, com projeções (do FED) sobre a economia amreicana (a expectativa é positiva). A temporada de balanços começou em tom otimista, com resultados acima do esperado para a Alcoa (ontem após o fechamento do pregão em Nova York), tradicionalmente a primeira empresa a divulgar o balanço.
A perspectiva para o pregão de hoje é positiva; se o Ibovespa fechar acima dos 71.100 pontos aumenta bastante as chances de buscar novamente o topo histórico dos 73.000 pontos.
Veja (abaixo) o vídeo com a análise gráfica dos principais indicadores da BOVESPA.
O Ibovespa voltou a subir (+0,42%) após 3 pregões de baixa. Fechou em 70.423 pontos e deve testar a primeira resistência próxima a 71.100 pontos (+1,0%). O Dow Jones também se recuperou (+0,30%) após 3 pregões de baixa e deve retomar o movimento de alta iniciada no primeiro pregão de dezembro. As principais blue chips da Bovespa PETR4 (+0,63%) e VALE5 (+0,80) se aproximaram novamente dos topos obtidos na semana passada.PETR4 fechou em 27,15 e deve testar novamente a forte resistência em 27,50; já a VALE5 fechou em 51,46 e está no seu topo histórico.
Agora de manhã saiu o resultado do leilão de títulos (1,5 bilhões de euros) de Portugal (amanhã tem leilão dos títulos da Espanha). A taxa caiu para os títulos de 10 anos e subiu menos do que o esperado nos títulos de 4 anos; os mercados reagiram positivamente. Os dois países estão no centro de atenção dos investidores, pois são os próximos países com a maior probabilidade de não saldar as suas dívidas. Ontem o Japão (assim como a China) se comprometeu a comprar títulos da dívida de países europeus (são importantes mercados para a China e Japão); a notícia repercutiu positivamente nos mercados.
Às 17:00 horas temos a divulgação do Livro Bege, com projeções (do FED) sobre a economia amreicana (a expectativa é positiva). A temporada de balanços começou em tom otimista, com resultados acima do esperado para a Alcoa (ontem após o fechamento do pregão em Nova York), tradicionalmente a primeira empresa a divulgar o balanço.
A perspectiva para o pregão de hoje é positiva; se o Ibovespa fechar acima dos 71.100 pontos aumenta bastante as chances de buscar novamente o topo histórico dos 73.000 pontos.
Veja (abaixo) o vídeo com a análise gráfica dos principais indicadores da BOVESPA.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Ano Velho, Ano Novo
O Ibovespa fechou em baixa de -1,27% aos 67.870 pontos. Com esta queda voltou a ficar negativo em -1,05% no acumulado anual. O ano está acabando, e mesmo que ocorra uma recuperação, dificilmente a Bolsa vai render mais que outras alternativas de investimento. Quem comprou as principais bluechips no final do ano passado (depois de um lucro astronômico de +82,66% em 2009) e manteve a carteira ("buy & hold"), não vai comemorar 2010. O ganho esperado, se houver, foi adiado para 2011. Ou para 2012, ou 2013, ou 2014...
Após o fechamento de ontem a PETR4 acumula prejuízo de -28,93%, mas a VALE5 tem um ganho anual de +21,71%. No setor de consumo a LAME4 está negativa em -1,64%, mas a LREN3 acumula ganho de +47,64%. Entre as "small caps" a POMO4 é o grande destaque positivo com +115,42%. Na análise "retrospectiva" é muito fácil justificar as perdas e os danos. "Devia ter escolhido tais e tais ações. Como fui burro! Ou, como fui sortudo!"
A verdade é que não dá para saber o que vai acontecer em um ano. Os cenários mudam com muita frequência e cada vez mais rápidos. E se aumentar o prazo, só piora. Você sabe como vai estar o mundo daqui a 5 anos?
A alternativa é investir de forma mais ativa, com prazos mais curtos. Dá mais trabalho, mas também há mais oportunidades (fundamental). Isso não significa "ficar grudado" no terminal acompanhando a Bolsa em tempo real. É muito estressante e pouco produtivo. Vale mais fazer uma análise diária, com a tranquilidade dos "gráficos estáticos".Fique posicionado alguns dias, ou quem sabe até algumas semanas. As oportunidades surgem o tempo todo. Não "case" com o papel.
Depois do exposto acima, posso apenas prever que 2011 vai ser mais um ano de muito trabalho e dedicação no acompanhamento diário dos mercados. Este ano, e particularmente nos últimos meses adotei um novo paradigma para a análise e recomendações de ações, seja no conteúdo ou na forma. O "feedback" foi muito positivo, e é a minha principal motivação para continuar e aprimorar o serviço em 2011. Mas agora é hora de um descanso. Volto em 3 de janeiro. Por ora, fica o meu agradecimento a todos os que acompanham este blog, e o convite para um novo "convívio" diário no próximo ano.
Um grande abraço a todos e um brinde a 2011! (com um bom vinho tinto!)
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Small Caps
Após dois pregões consecutivos de alta, o Ibovespa voltou a fechar em baixa de -0,55% aos 68.743 pontos. O índice se descolou do Dow Jones que fechou em alta de +0,42% (nova máxima anual). O motivo do deslocamento pode ser a "briga" entre comprados e vendidos no índice futuro cujo vencimento ocorre no pregão de hoje. Os vendidos pressionam as principais bluechips da bolsa, pois são as ações com maior peso no cálculo do Ibovespa. Na próxima segunda-feira é a vez do vencimento de opções de Petrobrás e Vale. Novamente entra em jogo uma disputa onde os principais protagonistas são as duas principais bluechips da Bolsa.
"Do lado de fora", como ilustra a foto de Thomaz Farkas (Estádio do Pacaembú - 1941), as pequenas empresas não participam diretamente deste jogo. O índice Small Caps (SMLL) fechou em alta de +0,26%. No ano o SMLL acumula uma valorização de +20,10% contra +0,23% do Ibovespa. O índice tem uma participação de apenas 15% do valor de mercado da Bolsa, mas isso não significa pouca liquidez ou reduzido número de negócios. Muitas "small caps", como por exemplo as do setor imobiliário, tem um "free-float" bastante elevado (percentual de ações efetivamente negociado no mercado) e que dá liquidez para negociações de curto prazo.
As "small caps" podem ser uma opção para acompanhar o cenário mais positivo lá fora. Há boas oportunidades para alguns papéis que caíram muito e agora demonstram uma reação compradora. São operações "contra a tendência" e por tanto de maior risco (veja algumas indicações no vídeo abaixo).
As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Rally de Natal?
O Ibovespa fechou em alta de +1,15% aos 69.126 pontos. A VALE5(+1,84%) e o setor siderúrgico reagiram positivamente às notícias vindas da China (não vai subir os juros), e agora temos uma real possibilidade de um "rally" de final de ano, quem sabe antes do Natal. O Ibovespa se aproximou novamente da sua média de 20 dias (referência de resistência) e tem grande chance de ultrapassá-la. A alta de ontem não foi generalizada, mas além da siderurgia (diretamente afetada pela China), outros setores como o imobiliário também sinalizaram forte reação compradora.
No "front" externo o índice Dow Jones voltou a fazer uma nova máxima anual, mas recuou no final do pregão. Mesmo assim fechou com alta de +0,16%. O gráfico do Dow Jones tem um viés mais positivo do que o gráfico do Ibovespa. Se depender de Nova York, o viés positivo do Ibovespa fica mais forte. Na agenda de hoje, o senado norte-americano deve aprovar a prorrogação do corte de impostos por mais dois anos (vai estimular o consumo). Mais tarde, às 17:15 horas de Brasília, o mercado aguarda um comentário do FED, ao final de mais uma reunião em que deve manter a taxa básica de juros. Se não houver nenhuma surpresa (negativa), os mercados devem subir e quem sabe manter a "tradição" do "rally" de final do ano.
No cenário de aposta na recuperação dos mercados, há boas oportunidades para alguns papéis que caíram muito e agora demonstram uma reação compradora. São operações "contra a tendência" e por tanto de maior risco (veja algumas indicações no vídeo abaixo).
As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
O jogo é parecido, mas a estratégia é bem diferente
O Ibovespa fechou o pregão de sexta-feira em alta de+0,68% aos 68.342 pontos. Os compradores finalmente reagiram depois de 4 quedas consecutivas e assim defenderam o suporte de 67.700 pontos. Nos EUA o Dow Jones fechou em alta de +0,35% e se aproximou novamente da máxima do ano. Os indicadores econômicos nos EUA e Europa favoreceram a alta nos mercados. A alta foi modesta devido a preocupações com a China. No sábado a China divulgou a inflação de novembro. O índice anualizado de 5,1% veio acima do esperado (+4,7%), mas o governo sinalizou que não vai aumentar os juros (ao menos por enquanto). A justificativa é de que a taxa chegou ao topo e deve diminuir já no próximo mês. No pregão desta segunda-feira, o índice da Bolsa de Shangai fechou com expressiva alta de +2,88%. Se a preocupação era o aumento de juros na China...
É claro que não é tão simples assim. A lógica dos mercados é mais complexa. A China sob muitos aspectos ainda é um mistério. O modo de pensar é diferente. Os jogos são parecidos, mas não são os mesmos. O xadrez chinês também tem as mesmas 16 peças do jogo ocidental. Mas o movimento de cada peça é diferente. Em vez de um rei, há dois generais. Isso muda toda a estratégia. Eles não pensam como a gente.
No cenário de aposta na recuperação dos mercados, há boas oportunidades para alguns papéis que caíram muito e agora demonstram uma reação compradora. São operações "contra a tendência" e por tanto de maior risco (veja algumas indicações no vídeo abaixo).
As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Tem touro na "linha"?
O Ibovespa fechou em baixa de -0,43% aos 67.880 pontos, muito próximo da linha de suporte nos 67.700 pontos. Quem ajudou a defender o suporte foram as bluechips PETR4(+1,60%), VALE5(+0,43%) e GGBR4(+2,19%). Entretanto os dados de importação e exportação chineses em novembro (divulgados nesta madrugada) foram bem acima do esperado, e reforça a perspectiva de um aumento de juros. Neste caso as empresas que exportam para a China podem ser prejudicadas.
Todos os índices setoriais fecharam em baixa, exceto o ITEL(+0,52) do setor de telecomunicações. O ITEL é negociado próximo à linha de suporte nos 1.390 pontos e mostrou novamente estar disposto a defendê-la (tem touro na linha?).
Nos Eua, o índice Dow Jones fechou estável em -0,02%. O Dow forma candles de equilíbrio ("spinning tops" e "dojis") há 5 pregões consecutivos. Este padrão favorece os compradores (touros) que sustentam a alta obitda nos dois pregões iniciais de dezembro. Assim permanece a expectativa de retomada da alta, o que resultaria no tradicional "rally" de final de ano.
Entretanto o cenário para a Bovespa continua favorável aos vendedores. As oportunidades de compra no curto prazo existem, mas são operações "contra a tendência" e por tanto de maior risco (veja algumas indicações no vídeo abaixo).
As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.
Todos os índices setoriais fecharam em baixa, exceto o ITEL(+0,52) do setor de telecomunicações. O ITEL é negociado próximo à linha de suporte nos 1.390 pontos e mostrou novamente estar disposto a defendê-la (tem touro na linha?).
Nos Eua, o índice Dow Jones fechou estável em -0,02%. O Dow forma candles de equilíbrio ("spinning tops" e "dojis") há 5 pregões consecutivos. Este padrão favorece os compradores (touros) que sustentam a alta obitda nos dois pregões iniciais de dezembro. Assim permanece a expectativa de retomada da alta, o que resultaria no tradicional "rally" de final de ano.
Entretanto o cenário para a Bovespa continua favorável aos vendedores. As oportunidades de compra no curto prazo existem, mas são operações "contra a tendência" e por tanto de maior risco (veja algumas indicações no vídeo abaixo).
As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
A arte da defesa
Começou ontem em Londres, um tradicional torneio de xadrez que reúne os melhores jogadores do mundo. Participam o atual campeão mundial, o indiano Anand (Índia e China são as novas potências no xadrez, e na economia também!), e o primeiro do rating atual, o norueguês Magnus Carlsen (foto) de apenas 20 anos (velhice é bom só para o vinho). Representando o xadrez russo (que não tem mais a hegemonia do xadrez) participa o ex-campeão mundial Krammik. Participa também o melhor jogador americano (amerisiático?) da atualidade, Hikaru Nakamura! E finalmente 4 jogadores ingleses (privilégio dos "donos do tabuleiro"!).
Uma das grandes virtudes de um campeão de xadrez é reconhecer quando está em desvantagem no jogo. Nesta situação é prioritário se defender e esperar pacientemente por uma oportunidade de contra-ataque ("recuar para saltar melhor"). Se a defesa for bem sucedida (ou o ataque fracassar) é possível retomar a iniciativa. O atacante, ao apostar no xeque-mate, deixa muitas debilidades na sua própria defesa. Nesta situação, de inversão de ataque para a defesa, a derrota é quase certa. Então, antes de iniciar um ataque, de tomar a inicitiva, é necessário estar "seguro" da sua vantagem. Muitas vezes, é um caminho sem volta.
Na Bovespa, os vendedores tem a iniciativa no curto prazo. Depois de atingir o topo dos 73.000 pontos (no início de novembro), o Ibovespa corrigiu até o nível de 67.700 pontos. Neste nível os compradores já demonstraram força por 2 vezes e assim "construiram uma defesa" que chamamos tecnicamente de suporte. Após a queda de ontem (-1,68%) o índice se aproximou novamente do suporte e por tanto os compradores podem "comparecer" novamente. Uma nova defesa do suporte cria uma base para um "contra-ataque" da parte dos compradores. Nesta situação deve-se ficar atento às oportunidades de compra. Mas não se precipite. É preciso ser paciente ao avaliar se o viés realmente passou para o lado dos compradores.
Veja o vídeo com a análise dos principais índices e ativos da Bovespa.
As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Estrela cadente?
Ontem, no início do pregão, o Ibovespa chegou a subir +1,5%. Deu a impressão de uma retomada da forte alta (+2,42%) ocorrida no primeiro pregão de dezembro. Afinal, a tradição do "rally" de final de ano não seria quebrada. Mas a alegria não durou mais do que uma hora. A aproximação da resistência dos 70.800 pontos atraiu um forte movimento de vendas. A pressão vendedora foi consistente até o leilão de fechamento. O Ibovespa fechou na mínima do dia, em baixa de -0,31% aos 69.338 pontos (uma perda intradiária de quase 1.500 pontos). Nos EUA, o índice Dow Jones chegou a atingir a máxima do ano, mas também devolveu todo o ganho intradiário, para fechar estável em -0,03%.
O movimento do Ibovespa, caracterizado por uma forte alta inicial seguida de uma reversão ainda maior, caracteriza o padrão candlestick "estrela cadente". Graficamente observamos uma longa sombra superior e um pequeno corpo real na parte inferior do candle. Esta figura aparece durante um movimento de alta e próximo a um topo ou uma resistência. A abertura em GAP de alta, uma longa sombra superior e um corpo real pequeno e negativo, reforçam a sinalização de reversão do movimento altista. A figura representa inicialmente uma forte realização de lucros da parte dos compradores. Entretanto, a continuidade das vendas no pregão seguinte pode significar uma inversão do movimento de alta, principalmente se acompanhado por um aumento significativo de volume.
A proximidade do topo no Dow Jones trouxe de volta a maior presença dos vendedores. No pregão de ontem os compradores não tiveram forças para reagir. A primeira batalha foi vencida pelos vendedores. Hoje os compradores tem outra chance de mostrar a sua força. Pode ser um dia decisivo para mostrar quem afinal tem o controle do mercado. Por enquanto o poder ainda está nas mãos dos ursos (vendedores).
Apesar do cenário pouco favorável para os compradores, vale a pena "ficar de olho" em algumas raras oportunidades. Veja o vídeo com a análise das ações recomendadas.
As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
O dólar, a bolsa e os juros
Em um dia de pregão morno na Bovespa e também para os contratos de juros, o destaque foi a expressiva queda do dólar.O contrato futuro rompeu a referência de suporte representada pela mínima de novembro, e já se aproxima da mínima de outubro (e também a mínima do ano). As medidas tomadas para conter a baixa do dólar tiveram um efeito temporário (a charge da Folha é desta época - meados de outubro), e cá estamos nós de volta ao "fundo do poço".
A perspectiva de alta dos juros provocou um "rally" de alta nos contratos futuros no mês de novembro, e pode ter sido um catalisador para a queda do dólar. Mas após a decisão sobre o aumento do compulsório (e consequente ajuste dos contratos de juros) o dólar manteve a trajetórica de queda, que já ocorre há 6 pregões consecutivos.
No último pregão de novembro o volume na Bovespa foi bastante expressivo (a alta só ocorreu no pregão seguinte) e pode ser justificado por uma atuação mais forte do capital estrangeiro (com a liquidação financeira em D+3). Ontem (dia de baixo volume na bolsa) o dólar abriu em alta, mas após o rompimento do suporte a queda se acentuou, talvez estimulada pelo "zeração" dos comprados que foram "estopados".
Amanhã tem a decisão do COPOM (após o fechamento dos mercados), mas hoje parece não haver mais motivos para o dólar cair. Ou tem? Apesar da forte integração entre os mercados de bolsa, câmbio e juros, as relações não são lineares. A complexidade é grande, não dá para concluir e fazer uma previsão confiável. Olhando para o gráfico, o viés continua baixista. Mas aqui também há divergência, os "contra a tendência" apostam na reversão da baixa. Seja fundamentalista ou grafista, sempre será mais fácil justificar o passado (como acabei de fazer!). Mas, "fazer uma previsão é muito difícil, especialmente sobre o futuro" (Niels Bohr - físico, precursor da mecânica quântica).
Veja o vídeo com a análise gráfica dos principais indicadores da Bovespa.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Trading Systems: substituto ou "aliado"?
Muitas estratégias de negociação de ações podem ser programadas em um computador. O programa é basicamente a codificação de regras muito objetivas (senão o computador não entende) para comprar e vender. O computador monitora o "sobe-e-desce" da Bolsa. Quando a condição estabelecida ocorre, a ordem é executada automaticamente. Não há "estresse", não há dúvidas, não há sentimento. Mas há lucro?
Durante o desenvolvimento de um modelo mecânico as regras são testadas e "otimizadas" com base nas cotações históricas de cada papel. Se a simulação resultar em um lucro excepcional, desconfie. Você provavelmente "ajustou" as variáveis de uma forma muito particular, totalmente dependente dos dados passados. No futuro o resultado vai ser bem diferente.
Para que a peformance passada tenha grande probabilidade de se repetir no futuro, as regras de compra e venda precisam ser "robustas". As regras devem ser simples e bem fundamentadas (tem que ter uma lógica), e quanto menos regras, melhor.
Você desenvolveu um sistema "robusto", mas terá a disciplina pra seguí-lo? Todo sistema tem um período de "vacas magras". Não dá para ganhar todo dia. Quanto maior a rentabilidade do sistema (no longo prazo) maior a ocorrência de perdas maiores no curto prazo. Também é comum a ocorrência de muitas perdas sucessivas; um verdadeiro teste de crença ou fé absoluta no seu sistema.
Aliado e não substituto
No cenário descrito acima as dificuldades parecem imensas, mas existe um "caminho do meio". Pense no "trading system" como um aliado, e não como um substituto para o processo de decisão humano. Utilizado de forma adequada, a máquina ou a tecnologia podem extender a capacidade e a produtividade da mente humana. Mas, como?
As regras de um "trading system" podem ser aplicadas de forma rápida e consistente a um grande número de ações. O resultado é a detecção de um número maior de oportunidades, mas não de operações automáticas. A tomada de decisão final é discricionária. Ao menos por enquanto, deve prevalecer a capacidade de julgamento e intuição humanos.
A análise técnica é baseada na identificação de padrões de preço, volume e volatilidade. Desenvolvi um modelo ou sistema baseado nestes fundamentos. No caso do preço, utilizei um modelo de quantificação dos padrões "candlestick" proposto por V.Likhovidov ("Candlecode"). Com todas as restrições inerentes a um modelo, o "trading system" IBX100 otimiza o meu processo de decisão. Caso tenha interesse em conhecer mais detalhes, assista à palestra online desta quinta-feira, às 21:00 horas. Clique no link abaixo para fazer a sua inscrição (gratuita).
Palestra online: 09 de Dezembro
Guia de Ações IBX100 – “Trading System” monitora as 100 ações mais negociadas da Bovespa
Um modelo mecânico ou “Trading System” ajuda a operar de forma sistemática e impõe disciplina ao investidor. É possível utilizá-lo como um consultor especializado, que monitora e apresenta as melhores oportunidades de negócio.
O palestrante vai apresentar os principais fundamentos do “Trading System”, como os diversos níveis de volatilidade, a quantificação dos valores de retorno e risco, e as vantagens e desvantagens das estratégias a favor e contra a tendência.
Setor elétrico em alta
O setor elétrico foi destaque positivo no pregão de sexta-feira. O índice setorial IEEX fechou com alta de +1,43%. O ínidce rompeu recentemente uma resistência importante em 26.970 pontos (topos em outubro e novembro), e após um movimento lateral, abre as bandas de Bollinger com um movimento direcional de alta. Os principais papéis do setor acompanham o índice e confirmam o viés altista no setor. Para quem perdeu o início do movimento, é válida a tática de aguardar uma nova oportunidade de compra após uma eventual correção até o primeiro suporte.
Veja o vídeo com a análise gráfica das ações indicadas. As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.
Medidas Heterodoxas
O aumento de 8% para 12% do compulsório em depósitos à vista e a prazo, e do compulsório sobre depósitos a prazo de 15% para 20%, deve retirar R$ 61 bilhões da economia a partir desta segunda-feira. A medida anunciada pelo BC antes da abertura dos mercados derrubou os contratos futuros de juros. O mais negociado, com vencimento em janeiro/12 fechou em baixa de -1,72%. O contrato vinha subindo com a expectativa de uma nova alta da taxa Selic. A reunião do COPOM acontece nesta quarta-feira (a última sob a presidência de Henrique Meirelles). A medida surpreendeu e agora o mercado aposta na manutenção da taxa.
O assunto juros e a medida "heterodoxa" do BC, lembra o filme "O Mercador de Veneza" baseado em uma peça de Shakespeare. Para conceder um empréstimo, o agiota (personagem de Al Pacino, na foto) não cobra juros, mas impõe uma condição absurda. O devedor (na verdade vítima de uma vingança) em caso de "default", deverá pagar a dívida com um pedaço da sua própria carne. No prazo combinado o infeliz não tem o dinheiro para quitar a dívida. Mas, por se tratar de uma condição "heterodoxa", um tribunal é convocado para decidir se a condição será mesmo executada. O filme vale pela cena do julgamento.
Na sexta-feira o Ibovespa fechou em alta de +0,34% aos 69.527 pontos, e acumulou ganho de +2,26% na semana. As principais bluechips PETR4 (+1,18%) e VALE5 (+0,91%), e as ações do setor elétrico foram os destaques positivos. A medida de restrição de crédito do BC "pesou" nas ações de Bancos e do setor imobiliário, que lideraram as baixas. Nos EUA, o índice Dow Jones ganhou +0,17% apesar da frustração com os dados do "payroll", que vieram muito abaixo do esperado.
Veja o vídeo com a análise gráfica dos principais indicadores da Bovespa.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
No Topo
Call Diário - 3 de dezembro
O índice Dow Jones fechou muito próximo da máxima do ano (a menos de +1,0%). A proximidade do "topo" deve gerar pressão vendedora nos próximos pregões.No pregão de ontem a VALE5 chegou muito próxima a R$ 50,00 (topo histórico) mas recuou. Talvez seja o momento de considerar algumas operações de venda. Apesar de ter iniciado recentemente uma reação compradora, o Ibovespa ainda tem o "peso" da forte presença vendedora que predominou no mês de novembro. Nas últimas semanas este Call tem feito recomendações de compra, mas com objetivo de ganho no curtíssimo prazo (movimento de correção da tendência de baixa). Hoje escolhi alguns papéis importantes do Ibovespa, que já estão ou se aproximam de topos, máximas do ano ou até mesmo máximas históricas. Já dá para observar nestes papéis, alguns sinais de enfraquecimento e possível reversão. O posicionamento na venda (aluguel de ações) também pode ser uma estratégia de "hedge" ou proteção da sua carteira. A proximidade de topos importantes pode ser uma oportunidade de posicionamento na venda. Se os vendedores "comparecerem", podemos ganhar com a baixa.
O índice Dow Jones fechou muito próximo da máxima do ano (a menos de +1,0%). A proximidade do "topo" deve gerar pressão vendedora nos próximos pregões.No pregão de ontem a VALE5 chegou muito próxima a R$ 50,00 (topo histórico) mas recuou. Talvez seja o momento de considerar algumas operações de venda. Apesar de ter iniciado recentemente uma reação compradora, o Ibovespa ainda tem o "peso" da forte presença vendedora que predominou no mês de novembro. Nas últimas semanas este Call tem feito recomendações de compra, mas com objetivo de ganho no curtíssimo prazo (movimento de correção da tendência de baixa). Hoje escolhi alguns papéis importantes do Ibovespa, que já estão ou se aproximam de topos, máximas do ano ou até mesmo máximas históricas. Já dá para observar nestes papéis, alguns sinais de enfraquecimento e possível reversão. O posicionamento na venda (aluguel de ações) também pode ser uma estratégia de "hedge" ou proteção da sua carteira. A proximidade de topos importantes pode ser uma oportunidade de posicionamento na venda. Se os vendedores "comparecerem", podemos ganhar com a baixa.
Veja o vídeo com a análise gráfica das ações indicadas. As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.
Payroll
Pregão de 2 de dezembro
Hoje é dia de PAYROLL nos EUA. No Brasil chamamos de Folha de Pagamento. É a despesa que toda empresa tem com o pagamento de salários e benefícios (e impostos) dos seus funcionários. Mas para o mercado, PAYROLL é um indicador econômico (na verdade vários) sobre o emprego nos EUA. Além da taxa de desemprego (deve ficar estável em +9,6%), a maior expectativa é sobre a criação de novos postos de trabalho. Na quarta-feira os dados da ADP mostraram um forte crescimento de novas vagas no setor privado. Mas ontem, os pedidos de auxílio desemprego (semanal) aumentaram além do esperado. Os dados de hoje (11:30 horas) são mais abrangentes (e oficiais) e vão incluir os empregos do setor público. Nos últimos dias a Bolsa subiu (em parte) com a divulgação de vários indicadores econômicos positivos, como por exemplo o aumento de consumo. Os dados de hoje tem o poder de alavancar ou até mesmo reverter o recente movimento de alta (foto de Charles Ebberts - trabalhadores na hora do almoço, 1932).
Ontem o Ibovespa fechou em leve alta de +0,26% aos 69.527 pontos. Nos EUA, o índice Dow Jones obteve alta mais expressiva de +0,95%. O índice americano está muito próximo da máxima do ano e deve voltar a testá-la no pregão de hoje. O Ibovespa também se aproximou novamente da sua média móvel de 20 dias, primeira referência de resistência. As principais bluechips PETR4 (+0,55%) e especialmente a VALE5 (+0,55%) também testam níveis importantes de resistência. O PAYROLL pode ser decisivo na defesa ou rompimento destas resistências.
Veja o vídeo com a análise gráfica dos principais indicadores da Bovespa.
Hoje é dia de PAYROLL nos EUA. No Brasil chamamos de Folha de Pagamento. É a despesa que toda empresa tem com o pagamento de salários e benefícios (e impostos) dos seus funcionários. Mas para o mercado, PAYROLL é um indicador econômico (na verdade vários) sobre o emprego nos EUA. Além da taxa de desemprego (deve ficar estável em +9,6%), a maior expectativa é sobre a criação de novos postos de trabalho. Na quarta-feira os dados da ADP mostraram um forte crescimento de novas vagas no setor privado. Mas ontem, os pedidos de auxílio desemprego (semanal) aumentaram além do esperado. Os dados de hoje (11:30 horas) são mais abrangentes (e oficiais) e vão incluir os empregos do setor público. Nos últimos dias a Bolsa subiu (em parte) com a divulgação de vários indicadores econômicos positivos, como por exemplo o aumento de consumo. Os dados de hoje tem o poder de alavancar ou até mesmo reverter o recente movimento de alta (foto de Charles Ebberts - trabalhadores na hora do almoço, 1932).
Ontem o Ibovespa fechou em leve alta de +0,26% aos 69.527 pontos. Nos EUA, o índice Dow Jones obteve alta mais expressiva de +0,95%. O índice americano está muito próximo da máxima do ano e deve voltar a testá-la no pregão de hoje. O Ibovespa também se aproximou novamente da sua média móvel de 20 dias, primeira referência de resistência. As principais bluechips PETR4 (+0,55%) e especialmente a VALE5 (+0,55%) também testam níveis importantes de resistência. O PAYROLL pode ser decisivo na defesa ou rompimento destas resistências.
Veja o vídeo com a análise gráfica dos principais indicadores da Bovespa.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Mudança de percepção
Call Diário - 2 de dezembro
O que faz o mercado abrir em GAP de alta? Uma notícia inesperada? Um "ato de bondade explícita"? (só pra quem acredita em Papai Noel). Então o que é? Não importa. Apenas sabemos que por um motivo qualquer, o "salto" do preço é consequência de uma mudança de percepção (ou opinião?). O viés ficou mais positivo para o próximo pregão (embora ainda seja cedo para "garantir" a continuidade da alta). Por outro lado, invertendo o foco do retorno para o risco, a "janela" aberta define uma nova referência de suporte e a oportunidadade de operar com um "stoploss" curto. Se você apostar na compra, vai saber rapidamente se "entrou numa fria" (normalmente o próximo suporte é definido pelo fechamento do pregão anterior ao GAP). É um cenário perfeito para a "filosofia de "trading" (que tem todo o meu apoio): olho no suporte (risco) e "muita sorte" no rompimento das próximas resistências! (na direção do lucro o mercado dá o que pode dar, e nós humildemente agradecemos).
E tem mais. Quando o GAP rompe uma resistência (conhecido como "GAP de corte") ou é acompanhado de muito volume (ou ambos), ele ganha uma força adicional, e fica "todo poderoso". Neste caso não há desculpas para deixar de apostar em uma compra!
O que faz o mercado abrir em GAP de alta? Uma notícia inesperada? Um "ato de bondade explícita"? (só pra quem acredita em Papai Noel). Então o que é? Não importa. Apenas sabemos que por um motivo qualquer, o "salto" do preço é consequência de uma mudança de percepção (ou opinião?). O viés ficou mais positivo para o próximo pregão (embora ainda seja cedo para "garantir" a continuidade da alta). Por outro lado, invertendo o foco do retorno para o risco, a "janela" aberta define uma nova referência de suporte e a oportunidadade de operar com um "stoploss" curto. Se você apostar na compra, vai saber rapidamente se "entrou numa fria" (normalmente o próximo suporte é definido pelo fechamento do pregão anterior ao GAP). É um cenário perfeito para a "filosofia de "trading" (que tem todo o meu apoio): olho no suporte (risco) e "muita sorte" no rompimento das próximas resistências! (na direção do lucro o mercado dá o que pode dar, e nós humildemente agradecemos).
E tem mais. Quando o GAP rompe uma resistência (conhecido como "GAP de corte") ou é acompanhado de muito volume (ou ambos), ele ganha uma força adicional, e fica "todo poderoso". Neste caso não há desculpas para deixar de apostar em uma compra!
Veja o vídeo com a análise gráfica das ações indicadas. As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.
Suporte duvidoso
Pregão de 1 de dezembro
London Millenium (foto de Paul Lomax) é o nome da moderníssima (e belíssima) ponte para pedestres (toda a estrutura em aço) construída sobre o rio Tâmisa. Mas para os londrinos a ponte ficou conhecida como Wobbly Bridge (vacilante, instável). Balançava muito. Por este motivo ela ficou fechada por quase 2 anos (os ingleses são conservadores?).
Na terça-feira da semana passada o Ibovespa rompeu abaixo do suporte de 68.800 pontos, mas já no pregão seguinte "recuperou" o suporte. Em seguida voltou a perder o suporte e fechou 3 pregões seguidos abaixo do mesmo. Ontem recuperou-se novamente e voltou a fechar acima dos 68.800 pontos. Que suporte é este? Será mesmo um suporte?
A linha dos 68.800 pontos equivale à linha de 10.980 pontos do índice Dow Jones. Este sim, parece mais robusto e confiável. Foi testado por diversas vezes e continua intacto. Com a alta de ontem (+2,27%) ficou ainda mais fortalecido.Mas é bom lembrar que o Dow não tem "procuração" para representar o Ibovespa (embora a dependência seja enorme, às vezes descola).
O Ibovespa iniciou o mês de dezembro com forte alta de +2,42%. A Bolsa abriu com GAP de alta (veja o post Call Diário de hoje) e ampliou os ganhos durante o pregão. A alta foi generalizada, com destaque para as bluechips PETR4 (+2,72%) e VALE5 (+2,56%).
Veja o vídeo com a análise gráfica dos principais indicadores da Bovespa.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Spinning Tops
Call Diário - 1 de dezembro
No pregão de ontem alguns papéis apresentaram uma forte reação compradora. A alta pode ter sido alertada pela formação no pregão anterior, do padrão candlestick "spinning top" (peão girador?). Esta figura representa uma sinalização de reação compradora, especialmente quando aparece em um contexto de tendência de baixa e for acompanhada de forte volume. Embora a alta não ocorra em um primeiro momento (corpo real reduzido), fica estabelecida uma forte barreira à continuidade da baixa. A briga é muito disputada (eventualmente caracterizada por sombras grandes) e também evidenciada pelo volume bastante expressivo. Os vendedores "gastam toda a munição que resta" e se enfraquecem. No pregão seguinte não há mais vendedores. É a oportunidade para os compradores assumirem o comando (ao menos temporariamente). O Call de hoje não utiliza as recomendações do Trading System IBX100 (estratégia de rompimento da volatilidade). Hoje a aposta é nos "spinning tops"!
No pregão de ontem alguns papéis apresentaram uma forte reação compradora. A alta pode ter sido alertada pela formação no pregão anterior, do padrão candlestick "spinning top" (peão girador?). Esta figura representa uma sinalização de reação compradora, especialmente quando aparece em um contexto de tendência de baixa e for acompanhada de forte volume. Embora a alta não ocorra em um primeiro momento (corpo real reduzido), fica estabelecida uma forte barreira à continuidade da baixa. A briga é muito disputada (eventualmente caracterizada por sombras grandes) e também evidenciada pelo volume bastante expressivo. Os vendedores "gastam toda a munição que resta" e se enfraquecem. No pregão seguinte não há mais vendedores. É a oportunidade para os compradores assumirem o comando (ao menos temporariamente). O Call de hoje não utiliza as recomendações do Trading System IBX100 (estratégia de rompimento da volatilidade). Hoje a aposta é nos "spinning tops"!
Veja o vídeo com a análise gráfica das ações indicadas. As recomendações são baseadas em uma análise subjetiva, o investidor deve avaliar cada uma delas de acordo com o seu perfil de risco; cabe a cada investidor a decisão final e a responsabilidade pelos resultados.
Dezembro
Pregão de 30 de novembro
O último dia de novembro foi marcado pela chegada da neve que cobriu diversas cidades da Europa, inclusive Londres (foto de Matt Dunham da AP). Novembro não vai deixar saudades. A Europa, ou mais precisamente a Irlanda, foi a responsável pela queda das bolsas que tinham subido muito nos meses de setembro e outubro. Agora que a Irlanda assinou um acordo de ajuda, a preocupação foi transferida para Portugal e Espanha (os próximos da fila). O mês de dezembro tem uma "tradição" de alta na Bovespa, o último dezembro negativo foi em 1998. A tradição até pode ser mantida, desde que o Ibovespa zere as perdas acumuladas até o momento, de -1,29%. Mas dificilmente teremos um "rally" de final de ano. Alguém se lembra de quanto foi a valorização no ano passado? Inacreditáveis +82,66%! (Está aí uma justificativa simples e convincente para a má (será?) performance deste ano).
Em novembro o Ibovespa perdeu -4,2%, com os índices do setor imobliário (-4,11%), Financeiro (-3,62%) e Telecom (-3,42%) liderando as quedas. Várias ações importantes tiveram quedas superiores a dois dígitos: GFSA3 (-15,39%), FIBR3 (-12,71%), USIM5 (-11,8%), LAME4 (-11,15%), GGBR4 (-10,86%) e LREN3 (-10,67%); para citar apenas as mais importantes. A PETR4 perdeu "só" -4,37%, e pasmem, a VALE5 ganhou +0,52%; ainda há luz no fim do túnel! O "duplo mergulho" ou "W" ainda não começou... pelos menos para a Vale!
No último pregão do mês o Ibovespa fechou em queda de -0,30% aos 67.705 pontos. O destaque positivo foi o setor imobiliário (+2,67%) com RSID3 (+6,09%) e CYRE3(+4,58%) entre as maiores altas do índice.
Veja o vídeo com a análise gráfica dos principais indicadores da Bovespa.
O último dia de novembro foi marcado pela chegada da neve que cobriu diversas cidades da Europa, inclusive Londres (foto de Matt Dunham da AP). Novembro não vai deixar saudades. A Europa, ou mais precisamente a Irlanda, foi a responsável pela queda das bolsas que tinham subido muito nos meses de setembro e outubro. Agora que a Irlanda assinou um acordo de ajuda, a preocupação foi transferida para Portugal e Espanha (os próximos da fila). O mês de dezembro tem uma "tradição" de alta na Bovespa, o último dezembro negativo foi em 1998. A tradição até pode ser mantida, desde que o Ibovespa zere as perdas acumuladas até o momento, de -1,29%. Mas dificilmente teremos um "rally" de final de ano. Alguém se lembra de quanto foi a valorização no ano passado? Inacreditáveis +82,66%! (Está aí uma justificativa simples e convincente para a má (será?) performance deste ano).
Em novembro o Ibovespa perdeu -4,2%, com os índices do setor imobliário (-4,11%), Financeiro (-3,62%) e Telecom (-3,42%) liderando as quedas. Várias ações importantes tiveram quedas superiores a dois dígitos: GFSA3 (-15,39%), FIBR3 (-12,71%), USIM5 (-11,8%), LAME4 (-11,15%), GGBR4 (-10,86%) e LREN3 (-10,67%); para citar apenas as mais importantes. A PETR4 perdeu "só" -4,37%, e pasmem, a VALE5 ganhou +0,52%; ainda há luz no fim do túnel! O "duplo mergulho" ou "W" ainda não começou... pelos menos para a Vale!
No último pregão do mês o Ibovespa fechou em queda de -0,30% aos 67.705 pontos. O destaque positivo foi o setor imobiliário (+2,67%) com RSID3 (+6,09%) e CYRE3(+4,58%) entre as maiores altas do índice.
Veja o vídeo com a análise gráfica dos principais indicadores da Bovespa.
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